segunda-feira, 6 de maio de 2013

Obesidade Infantil

    Em 2010, um estudo científico publicado no Jornal Americano de Nutrição Clínica revelou que a prevalência mundial de sobrepeso e obesidade em crianças era de 6,7% naquele ano. Isto significa dizer que aproximadamente 43 milhões de crianças estavam acima do peso considerado normal para a idade, o sexo e a estatura. O mesmo estudo estimou que, em 2020, este índice pode chegar a 9,1%. Acredita-se que este aumento no número de crianças obesas tenha relação com a mudança no estilo de vida (má nutrição e sedentarismo) ocorrida ao longo dos anos.
    Os dados acima não devem ser banalizados, uma vez que a obesidade infantil é preditiva da obesidade adulta e adultos obesos apresentam maiores riscos de morbidade e mortalidade que adultos com peso adequado. É importante ressaltar que estamos tratando aqui da obesidade causada pela combinação de fatores genéticos e ambientais, e não da obesidade desencadeada por problemas endócrinos, lesões hipotalâmicas ou alterações genéticas específicas.
    Na prática clínica, já não é incomum encontrar casos de obesidade infantil associada a elevação de colesterol total e triglicérides. Em menor proporção, também são encontrados casos de diabetes e hipertensão arterial decorrentes da obesidade.
    O diagnóstico de sobrepeso e obesidade em crianças é realizado normalmente através de exame físico. As medidas de peso e estatura são avaliadas com base nas curvas de crescimento da Organização Mundial de Saúde, desenvolvidas em 2006 e 2007. Além do peso, as curvas de crescimento também permitem analisar se a estatura está adequada para a idade. A medida de pregas cutâneas e a bioimpedância podem ser utilizadas como métodos complementares de avaliação nutricional, a fim de estimar a quantidade de gordura presente no organismo.
    Em grande parte das situações, o tratamento da obesidade é realizado por meio de reeducação alimentar e aumento da atividade física. A perda de peso deve ser lenta e gradual, com preservação da massa magra, a fim de não prejudicar o crescimento. Para que os resultados sejam efetivos, os pais devem motivar os filhos com sobrepeso ou obesidade a cumprir o programa proposto, oferecendo sempre opções saudáveis de alimentos e lazer.
    No campo da alimentação, o nutricionista calcula as necessidades da criança (energia, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais). A partir destas necessidades, é proposto um modelo de plano alimentar, que procura não modificar radicalmente o que a criança já está habituada a comer.  As orientações principais incluem a diminuição do consumo de doce, sorvete, refrigerante, fritura, manteiga e outros alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas. Nada é completamente proibido. O foco é educar a criança para saber escolher, na maior parte do tempo, os alimentos que são saudáveis.
    No campo da atividade física, a opção frequente é por atividades como andar de bicicleta, brincar com os amigos, passear com o cachorro ou praticar esportes. Também pode-se escolher atividades físicas programadas, com a orientação e a supervisão indispensáveis de um educador físico.
    Se você tem em casa uma criança com sobrepeso ou obesidade, procure o mais precocemente possível a ajuda de um especialista. Você estará proporcionando ao seu filho a chance de se tornar um adulto mais saudável. Pense nisso!

BON APPÉTIT! ;)

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